O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou que a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba libere Mayanna Angelina Rodgers, mãe de Oliver, para reconhecer corpo de filho no DML.
O menino, de 3 anos, morreu, no dia 8 de julho, após ser espancado pelo pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson.
Mayanna foi presa preventivamente, após as investigações da Polícia Civil apontarem que ela e o marido agrediam os filhos com a intenção declarada de corrigi-los e discipliná-los.
A Justiça acolheu o pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que informou que todas as perícias necessárias já haviam sido concluídas e que não havia impedimento para a liberação do corpo para sepultamento.
A decisão também determina que a Penitenciária providencie o deslocamento da investigada.
Relembre o caso
Oliver Golden Grayson morreu, na quinta-feira (9), no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. O suspeito de espancar a criança é o próprio pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, que foi preso. A esposa dele e mãe do menino, Mayanna Angelina Rodgers, também foi presa.
Segundo a investigação, as agressões ocorreram na casa da família, na zona rural do distrito de Águas Claras. À Polícia Civil, o homem disse que agrediu a criança porque ela não teria lhe dado “bom dia”.
De acordo com a delegada Luana Medeiros, que responde pela investigação na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, o suspeito confessou ter dado socos no tórax e no abdômen do filho, e batido a cabeça da criança contra o chão.
No momento das agressões, a mãe da criança estaria em outro cômodo da residência e não teria presenciado o ocorrido. Depois do ataque, o homem entregou o menino à mulher, e os dois o levaram para atendimento no Hospital de Viamão.
A Brigada Militar foi acionada após a equipe médica constatar a gravidade dos ferimentos. O homem foi preso em flagrante, e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
A investigação apurou que a família mora no Brasil há nove anos e está em Viamão há aproximadamente seis meses. O casal tem outros filhos – de 1, 5, 7 e 9 anos – todos nascidos no Brasil. A mulher é natural do Japão.
A Polícia Civil informou que há registros anteriores, em outros estados, que apontam que os demais filhos também sofreram agressões semelhantes. Eles foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.

