A Polícia Federal planeja rastrear as emendas parlamentares sobre as quais há suspeita de indicação de dirigentes partidários. O objetivo é apurar se houve pressão de dirigentes partidários a deputados federais para atender a prefeitos aliados.
A força policial não descarta colher depoimentos de servidores e congressistas para esclarecer a maneira como se dá a indicação dos recursos públicos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, enviou para a Polícia Federal as respostas dos presidentes nacionais do PL e do PSD..
Em resposta a Dino, Valdemar Costa Neto (PL) afirmou que não dispõe de “cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares”.
Já Gilberto Kassab, do PSD, afirmou que “jamais” indicou emendas ou participou de decisões sobre a destinação dos recursos na condição de dirigente partidário.
O magistrado ainda aguarda o posicionamento dos demais dirigentes partidários e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Dino congelou um montante de R$ 119 milhões do dirigente nacional do PL relativo ao que a Polícia Federal apontou como “cota parlamentar” de Valdemar sobre emendas de comissão da Câmara dos Deputados.

