O vínculo entre cachorras e seus descendentes pode persistir por toda a vida, como demonstram os labradores Matilda e Gustavo, residentes no Chile, que têm viralizado nas redes sociais.
Mesmo aos 12 anos, a cadela mantém o cuidado com o filho adulto, evidenciando um laço que a ciência explica por meio da biologia e do comportamento.
Memória olfativa e parentesco
Estudos sobre o reconhecimento de parentesco indicam que cães domésticos possuem uma memória de longo prazo para identificar familiares..
Pesquisas revelaram que filhotes reconhecem suas mães entre a 4ª e 5ª semana de vida. O reconhecimento é recíproco: cadelas são capazes de identificar seus filhos mesmo após dois anos de separação.
O papel do olfato
Essa conexão é sustentada pela superioridade olfativa dos cães, que apresentam desempenho superior ao de humanos e ratos em testes de memória para odores.
Segundo especialistas, o reconhecimento entre mãe e filho ocorre por mecanismos que processam sinais químicos específicos.
Assim, o elo observado em animais idosos possui fundamentos científicos baseados na retenção de informações sensoriais ao longo dos anos.

