O Rock in Rio Lisboa 2026 encerrou no domingo, 28 de junho, a sua 11.ª edição, realizada
no Parque Papa Francisco, com um balanço de cerca de 330 mil visitantes provenientes de
127 países ao longo dos quatro dias de evento (dois deles esgotados), anunciou a vice-
presidente executiva do festival, Roberta Medina, durante a conferência de imprensa de
encerramento, na qual confirmou também que o festival regressará ao mesmo recinto nos
dias 17, 18, 24 e 25 de junho de 2028.
Ao apresentar o balanço final do certame, Roberta Medina reconheceu, contudo, que o
público estrangeiro continua a representar apenas cerca de 8% da assistência.
“A gente não tem a intenção de que o Rock in Rio Lisboa deixe de ser um festival dos
portugueses, feito pelos portugueses, para os portugueses, mas estamos prontos para
receber a Europa toda”, frisou Medina, que realçou também que um dos objetivos futuros
do evento passa precisamente por “aumentar esse número de visitantes internacionais”,
considerando que isso significa “alimentar restaurantes, transportes e hotelaria” em Lisboa e
contribuir para “posicionar Portugal entre os grandes destinos mundiais de cultura, turismo
e entretenimento”.
Embratur promoveu destinos brasileiros
Em declarações exclusivas à Agência Incomparáveis, Cora Souza, que integrou a organização
da ativação da Embratur, do Ministério do Turismo do Brasil, no Rock in Rio Lisboa, explicou
que o principal objetivo passou por aproximar o público europeu da diversidade turística
brasileira.
“A principal função da Embratur é mostrar o Brasil para os mercados estrangeiros e a gente
conseguir ter mais turismo no mercado brasileiro. Então, a gente faz uma ativação em que
evidenciamos um pedacinho do nosso grande Brasil dentro de um evento como o Rock in
Rio Lisboa, que gera oportunidade para as pessoas conhecerem e desejarem conhecer o
Brasil pessoalmente”, sustentou.
Questionada sobre o impacto da iniciativa ao longo dos quatro dias do festival, a
responsável afirmou que a reação do público superou as expetativas.
“Todas as pessoas que veem os vídeos que a gente sobre os destinos no Brasil pela realidade
virtual, ou que escutam a nossa música, conseguem perceber um pouquinho dessa nossa
alma brasileira”, ressaltou.
“Primeiro, eles saem daqui anestesiados, no sentido de maravilhados, de muita beleza que a
gente tem, de muita animação, de muita vida, muita cultura; segundo, eles saem daqui com
a viagem marcada. Todos já querem visitar o Brasil”, enfatizou.
Cora Souza referiu que muitos visitantes descobriram destinos que inicialmente não
estavam nos seus planos.
“A gente tem vários pontos turísticos, mas o Brasil é muito grande, a gente tem muito mais
para oferecer e muitas vezes a gente consegue mostrar outras possibilidades nesse tipo de
ativação”, declarou.
Sobre a escolha do Rock in Rio Lisboa para a ação promocional, Cora Souza considerou que o
festival reúne condições únicas para divulgar o destino Brasil junto de diferentes
nacionalidades.
“A ligação entre Lisboa e Rio de Janeiro já é grande, então, o Rock in Rio, principalmente
nessa edição, trouxe muitos artistas brasileiros. A Embratur apoiou também a vinda de
artistas brasileiros para estar aqui nessa edição. A gente está a mostrar mais da cultura
brasileira aqui em Portugal e a gente sabe que não são só portugueses que estão no evento,
nós temos turistas de várias regiões da Europa também. E acho que faz a gente crescer o
brilho”, afirmou.
No espaço da Embratur, os visitantes puderam ainda experimentar um totem interativo,
disponível em português, espanhol e inglês, onde, através de auscultadores, ouviam uma
música brasileira escolhida aleatoriamente e indicavam o sentimento que essa canção lhes
transmitia. A partir dessa escolha, o sistema sugeria diferentes experiências turísticas
relacionadas com o Brasil, incluindo paisagens naturais, gastronomia, património, cultura,
povos originários e roteiros temáticos, disponibilizando ainda um QR Code que dava acesso
a playlists como “Belezas Naturais”, “Brasil Rural”, “Música e Gastronomia”, “Património,
História e Cultura”, “Sons Amazónicos”, “Rio-Samba-Bossa-Funk”, “Trilha dos Orixás” e
“Sambas Enredos”.
Outra das experiências mais procuradas foi a realidade virtual, que permitiu aos visitantes
conhecer diferentes regiões brasileiras através de óculos imersivos.
“Nos quatro dias de evento, nós tivemos aqui óculos de realidade virtual com cinco
experiências em que passavam pelo Pantanal, pelo Rio de Janeiro, pela Amazônia, pelos
Lençóis Maranhenses e por Fernando de Noronha, para que as pessoas conseguissem ter
não só as paisagens, mas também sentir como é estar nesse lugar, conviver com as pessoas
dessa região”, explicou Cora Souza.
Relativamente ao que mais desperta o interesse do público português, esta responsável
revelou que existe “muita curiosidade sobre a Amazônia, que eu acho que é mais diferente
para os portugueses, mas eu acho que todas as paisagens naturais trazem essa curiosidade
para que eles visitem, mas eu diria sobretudo o mar com a água quentinha, que os
portugueses não têm aqui”.
Concertos históricos marcaram “a maior edição de sempre”
Ao longo de quatro dias, o Rock in Rio Lisboa 2026 recebeu atuações de Katy Perry, Linkin
Park, Rod Stewart, Cyndi Lauper, Joss Stone, Pedro Sampaio, Matuê, Rema, Central Cee, 21
Savage, Carlão, Dennis, Ceelo Green, Valete, Lola Índigo e Karetus, entre muitos outros
artistas.
Entre os momentos mais marcantes estiveram o regresso dos Linkin Park, perante uma
Cidade do Rock lotada, os espetáculos de Katy Perry e de Rod Stewart, o maior “cavalinho”
do mundo protagonizado por Pedro Sampaio, a curadoria especial dos Xutos & Pontapés
com o projeto “Classe de 79”, o espetáculo aéreo The Flight, o Stage for a Better World, as
transmissões dos jogos da Seleção Nacional portuguesa na Arena do Futebol e os
espetáculos audiovisuais e pirotécnicos que encerraram cada noite, reforçando aquela que a
organização classificou como a “maior edição da história do festival”.


