A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) reagiu com indignação à prisão do treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, investigado por crimes sexuais contra menores, caso que ganhou repercussão nacional e internacional nesta terça-feira (28/04).
O mandado de prisão temporária foi expedido pela Justiça de São Paulo, com base em investigações que apuram supostos crimes contra crianças e adolescentes. A medida reforça a gravidade das acusações e a necessidade de apuração rigorosa dos fatos.
“Estamos diante de uma situação extremamente grave. Quando alguém se aproveita do esporte, que deveria ser um ambiente de proteção, disciplina e formação, para cometer crimes dessa natureza, isso precisa ser tratado com máxima seriedade e rigor”, afirmou a deputada.
Veja o vídeo do primeiro pronunciamento da deputada sobre o caso:
Sem espaço para abusadores
Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), Campelo destacou que casos como esse reforçam a necessidade de vigilância permanente dentro de academias e projetos esportivos.
Segundo ela, o esporte não pode ser um ambiente de medo para crianças, adolescentes e mulheres.
“A sociedade não aceita mais esse tipo de comportamento. O esporte é lugar de respeito. Quem usa essa posição para abusar precisa responder à Justiça”, declarou.
Campanha contra assédio no esporte
A parlamentar também lembrou que o mandato já atua diretamente na prevenção desse tipo de crime por meio da campanha Finalize!, iniciativa que combate o assédio, o aliciamento e a importunação sexual no esporte.
A campanha alerta famílias, atletas e responsáveis sobre sinais de abuso e reforça a importância da denúncia.
“Essa campanha existe justamente porque sabemos que esse tipo de crime acontece, muitas vezes, de forma silenciosa. Precisamos ampliar esse debate e proteger nossas crianças e mulheres”, disse.
Acolhimento às vítimas
Alessandra Campelo informou ainda que a Procuradoria Especial da Mulher da ALEAM está à disposição para atender possíveis vítimas, oferecendo apoio psicossocial e orientação jurídica gratuita.
A deputada reforçou que o enfrentamento à violência sexual exige atuação conjunta do poder público e da sociedade.
“Nosso compromisso é com as vítimas. Não vamos nos calar diante de nenhum tipo de violência”, concluiu.
Denúncias
Casos de violência podem ser denunciados pelos canais oficiais: 100, 180, 181, 190 e (92) 99400-0093 – WhatsApp da Procuradoria da Mulher.

