A tentativa de compra do Sevilla por Sergio Ramos sofreu uma reviravolta nesta semana. O clube espanhol anunciou o rompimento das negociações com o ex-zagueiro e o fundo Five Eleven Capital após divergências nos termos finais da operação.
Segundo o El País, os acionistas do Sevilla alegam que a proposta apresentada pelo grupo liderado por Ramos foi alterada em relação ao acordo inicial firmado meses atrás.
A diretoria afirma ter se sentido “enganada” após a oferta ser reduzida e reformulada na reta final das conversas.
O projeto original previa uma operação próxima de 450 milhões de euros (aproximadamente R$ 2,6 bilhões), incluindo a aquisição da maior parte das ações do clube — 80% — e a absorção de dívidas.
No entanto, a nova proposta teria diminuído significativamente o percentual acionário e os valores envolvidos, o que levou os dirigentes a encerrar as tratativas.
Uma fonte revelou ao jornal que a ideia de Ramos era comprar cerca de 30.000 ações, quando o acordo inicial era adquirir 86.000.
“Ficamos perplexos porque ele queria comprar o Sevilla por meros 100 milhões de euros (R$ 587 milhões)”, disse a fonte ao El País.
O clube espanhol mantém a posição de que não há possibilidade de retomar as negociações com Ramos e seu grupo.
“Sentimo-nos enganados por esses cinco meses”, afirmam as fontes ligadas ao Sevilla.
Ídolo formado nas categorias de base do Sevilla, Sergio Ramos tentava assumir o controle do clube ao lado de investidores da Five Eleven Capital. A negociação era vista como uma das mais emblemáticas do futebol espanhol recente, principalmente pela ligação histórica do ex-defensor com a equipe andaluza.
Desde 31 de dezembro, o grupo do ex-jogador era o favorito para adquirir as ações. Um acordo de preferência, inclusive, foi assinado entre as partes.
O Sevilla atravessa um período de instabilidade esportiva e financeira nos últimos anos, cenário que abriu espaço para negociações envolvendo a venda do controle acionário do clube. Nesta temporada de LaLiga, o time ficou na 13ª colocação, mas lutou contra o rebaixamento para a segunda divisão por três temporadas consecutivas.

