O espetáculo teatral “P. Help – Inquietudes com o Fim” estreia nesta sexta-feira (23), às 20h, no Teatro da Instalação, no Centro Histórico de Manaus. Com entrada gratuita e classificação indicativa de 16 anos, a montagem do Núcleo de Investigação do Trabalho de Ator/Atriz/Performer (NITAP) propõe uma reflexão sobre a morte, o luto, o encerramento de ciclos e as possibilidades de transformação.
Com direção e dramaturgia de Wellington Dias, a peça tem duração de 70 minutos e combina procedimentos teatrais e performáticos para explorar diferentes perspectivas sobre o fim. A encenação é construída a partir de fragmentos de histórias inspiradas nas periferias amazônicas, especialmente em bairros de Manaus e Macapá.
Segundo o diretor, a morte e o encerramento do ciclo de vida são os pontos de partida para discutir temas como renovação e luto. A montagem reúne silêncios, falas e personagens que se constroem e se desconstruem diante do público.
Processo de criação
A pesquisa que deu origem ao espetáculo começou em maio de 2025, com um laboratório que reuniu atrizes, atores e performers. A partir de experimentações sobre percepções e narrativas relacionadas ao fim, o trabalho foi desenvolvido até chegar à montagem apresentada ao público.
As atividades do projeto começaram em 17 de setembro deste ano, no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, no Sambódromo de Manaus. O processo incluiu ensaios abertos em diferentes espaços culturais e acadêmicos, como a Sala Selma Bustamante, na Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (ESAT/UEA), e a Casa Teatro Taua-Caá, na zona Norte da capital.
A programação também contou com uma oficina ministrada por Wellington Dias em 22 de setembro, na Fundação Tarumã de Artes Integradas. As atividades fizeram parte da pesquisa cênica e buscaram aproximar o processo de criação do público.
De acordo com o diretor, os ensaios abertos e as ações formativas permitiram compartilhar etapas da construção do espetáculo antes da estreia oficial.
Outras apresentações
Após a estreia, a montagem terá mais duas apresentações gratuitas em Manaus, nos dias 29 e 30 de outubro, às 19h, no Teatro Américo Alvarez, localizado na Rua Ramos Ferreira, nº 1.572, no Centro.
O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Edital de Multilinguagens, com recursos do Governo Federal, via Ministério da Cultura, e execução do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Elenco e equipe técnica
Além da direção e dramaturgia de Wellington Dias, o espetáculo tem produção executiva de Henrique Campelo. O elenco é formado por Anna Ângelo, Elias Difreitas, Gabi Miranda, Mirian Laphaeth, Roberta Lavor e Thiago Assis.
A direção de arte e a cenografia são assinadas por Francisco Ricardo. A consultoria de figurino é de Lú de Menezes, a iluminação é de Paulo Martins e a trilha sonora foi composta por Weslen White. A identidade visual é de Isadora Lêda e Erick Lêda.
Sobre o diretor
Wellington Dias é ator, performer, diretor teatral, produtor cultural e professor do curso de Teatro da ESAT/UEA. Possui mestrado e bacharelado em Direção Teatral pelo RITCS School of Arts, na Bélgica, além de bacharelado em Interpretação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Fundador do NITAP, em Manaus, ele coordena o projeto de extensão Circuito Fissura: Teatro e Produção Cultural, da UEA, e atua como curador e produtor da Tecno Barca: Residência e Festival de Artes e do Gira Teatro Festival, no Amapá.
Como ator, participou dos espetáculos “ [B]ERRANTES”, do Gira Mundo e La Corte de los Milagros, e “LUGAR DA CHUVA”, do Frêmito Teatro. Como diretor, assina trabalhos como “Fissura Pueri”, “Inadapted” e “Being”, realizados em Bruxelas.

