Manaus e municípios da Região Metropolitana amanheceram novamente cobertos por fumaça nesta sexta-feira (18). Este foi o segundo dia consecutivo com registro do fenômeno e o quarto episódio em menos de dez dias na capital. A qualidade do ar variava entre moderada e péssima em diferentes pontos de Manaus, além de Manacapuru, Itacoatiara e Iranduba.
No Morro da Liberdade, na Zona Sul de Manaus, um sensor registrou concentração de 79,3 microgramas de partículas por metro cúbico (µg/m³), índice considerado muito ruim. A fumaça também podia ser vista em diferentes bairros da capital.
De acordo com dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), 13 dos 14 sensores instalados em Manaus indicavam algum nível de poluição por volta das 8h desta sexta-feira.
A qualidade do ar é classificada como boa quando a concentração de partículas varia entre 0 e 25 µg/m³. Na manhã desta sexta, os índices registrados estavam acima desse limite em praticamente toda a cidade.
Moradores da Redenção, na Zona Centro-Oeste, relataram cheiro forte de fumaça. Imagens registradas na Ponte Jornalista Phelippe Daou também mostraram a capital encoberta pela fumaça.
No bairro Compensa, na Zona Oeste, o sensor registrava 52 µg/m³, índice classificado como ruim. Já nos bairros Nossa Senhora das Graças e Tarumã, os níveis chegaram a 46,4 µg/m³, considerados moderados.
Fumaça atinge municípios da Região Metropolitana
A presença de fumaça também foi registrada em cidades da Região Metropolitana de Manaus.
Em Manacapuru, o sensor apontava 55 µg/m³, índice considerado ruim. A fumaça também era perceptível na cidade durante as primeiras horas da manhã.
Em Itacoatiara, a qualidade do ar era classificada como moderada, enquanto em Iranduba foi registrado o pior índice entre os municípios citados, com 85 µg/m³, considerado péssimo.


Origem da fumaça
A origem da fumaça registrada em Manaus na quinta-feira (17) foi atribuída a diferentes áreas, segundo fontes.
O pesquisador Rodrigo Augusto Ferreira de Souza, da UEA, afirmou que a fumaça que atingiu a capital estava fortemente relacionada às queimadas registradas na própria Região Metropolitana de Manaus.
A Prefeitura de Manaus, por outro lado, informou que parte da fumaça também tem origem em áreas de queimadas no sul do Amazonas, norte de Mato Grosso e Rondônia. Segundo a administração municipal, o material particulado é transportado para a capital pela circulação dos ventos em baixos níveis da atmosfera.
Ainda conforme a prefeitura, a mudança no padrão dos ventos está relacionada ao avanço de uma frente fria pelo Centro-Sul do país. O fenômeno teria alterado temporariamente a circulação atmosférica e favorecido o deslocamento da fumaça em direção a Manaus.
Amazonas já combateu mais de 12 mil focos
O Governo do Amazonas informou na quinta-feira (17) que órgãos estaduais atuam de forma integrada no monitoramento, fiscalização, orientação à população e acompanhamento dos impactos provocados pela fumaça.
Segundo o Executivo estadual, 12.564 focos de incêndios urbanos e florestais foram combatidos entre 1º de junho e a última quarta-feira (16).
Cerca de mil bombeiros militares e brigadistas participam da operação coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A ação ocorre em 33 municípios do estado.
“Quase mil homens, entre bombeiros militares e brigadistas, estão atuando na operação, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), de combate a focos de incêndio em 33 municípios do Amazonas”, informou o governo em nota.

