A circulação de ônibus foi interrompida em Manaus na tarde desta segunda-feira (20), afetando passageiros em diferentes regiões da cidade. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a categoria iniciou uma paralisação de 100% da frota de ônibus após as empresas de transporte coletivo não realizarem, até o início da tarde, o pagamento da primeira parcela dos salários da categoria, conforme prazo estabelecido por decisão da Justiça do Trabalho.
Imagens registradas no início da tarde mostram veículos parados nas avenidas Leonardo Malcher e Constantino Nery, nas proximidades do Terminal de Integração 1 (T1).
Por volta das 16h, os motoristas de ônibus foram orientados a levar os veículos estacionados de volta para as garagens das empresas de transporte coletivo. Segundo apuração, ônibus do transporte alternativo e executivo foram liberados para pegar passageiros no Centro.
No início deste mês, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) concedeu uma liminar determinando que as empresas do transporte coletivo paguem 40% dos salários até o dia 20 de cada mês — ou no dia útil anterior, quando a data cair em fim de semana ou feriado — e os 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte. Segundo o sindicato, esse prazo não foi cumprido nesta segunda-feira.
O presidente da entidade, Givancir Oliveira, afirmou que a categoria decidiu interromper as atividades diante do novo atraso e que a operação será retomada quando os salários forem pagos.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que foi surpreendido pela paralisação do transporte coletivo urbano de Manaus, e afirmou que não recebeu aviso prévio nem foi procurado pelo sindicato dos rodoviários para tratar do movimento.
A entidade disse que mantém diálogo aberto com os trabalhadores, informou que vai adotar medidas judiciais para restabelecer a operação dos ônibus e espera que o serviço seja normalizado o mais rápido possível.
A Prefeitura de Manaus afirmou que não possui débitos pendentes do ano de 2026 junto ao Sinetram, “estando suas obrigações financeiras regularmente executadas para o ano corrente”.
Fonte: G1.

