O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta sexta-feira (17), 13 pessoas investigadas nesta segunda fase da Operação Narco Azimut, realizada em março em parceira com a Polícia Federal. As apurações demonstram que os denunciados movimentaram mais de R$ 262 milhões ao longo de 2025.
Os acusados fazem parte de um grupo criminoso especializado na lavagem de dinheiro por meio do tráfico internacional de drogas, rifas ilegais e apostas em plataformas sem regulamentação no Brasil. Caso a Justiça Federal acolha a denúncia do MPF, eles podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As investigações, que visam desfazer o esquema bilionário do qual participam empresários, doleiros, influenciadores digitais e personalidades da cena musical, apresentou diversas operações dentro deste contexto, como as Operações Narco Vela e Narco Bet e a primeira fase da Narco Azimut. Nessa quarta-feira (15), uma nova etapa das investigações foi aberta com a deflagração da Operação Narco Fluxo, que também busca dissolver o núcleo financeiro da organização criminosa.
A denúncia apresentada, nesta sexta (17), é a 12ª acusação que o MPF apresenta contra os integrantes do esquema.
As investigações apontam que os denunciados realizaram diversas ações para dificultar a fiscalização das transações como mascarar a origem do dinheiro e reincorporá-lo ao sistema econômico.
A fragmentação de operações, a pulverização de recursos em múltiplas contas, a adoção de mecanismos informais de compensação e o uso de pessoas físicas e jurídicas para maquiar as movimentações são alguns dos exemplos de condutas dos acusados.
Além disso, segundo o MPF, parte dos recursos foi enviada ao exterior fora dos mecanismos de controle adotados pelas autoridades brasileiras.
Relembre os detalhes da Operação Narco Fluxo
A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, nesta quarta-feira (15), para desarticular um grupo ligado suspeito pelo crime de lavagem de dinheiro, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior. As ações incluíram a prisão dos MCs de funk Poze do Rodo e Ryan SP.
A ação decorre de desdobramentos de apurações anteriores, que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais, e contam com mais de 200 policiais federais e com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
De acordo com a PF, a quantidade de dinheiro movimentada pelo esquema ultrapassa R$ 1,6 bilhão. As investigações apontam que o grupo utilizava um sistema para ocultar e dissimular valores incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.

