O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi até a Gracie Mansion, residência oficial do prefeito de Nova York, para se encontrar com Zohran Mamdani na tarde desta segunda-feira (21).
A reunião, que já era prevista, acontece horas depois de Mamdani ter se encontrado com o presidente Lula na residência do embaixador do Brasil da ONU, Sérgio Danese, onde Lula está hospedado.
A última vez que um presidente norte-americano foi até a residência para se encontrar com um prefeito nova-iorquino tinha sido em 1981, quando Ronald Reagan foi se encontrar com Ed Koch para mostrar seu compromisso com a cidade.
Tanto a Casa Branca quanto a prefeitura de Nova York deram poucos detalhes sobre os assuntos da conversa; a prefeitura se limitou a dizer que a reunião seria focada nos temas que afetam a vida dos nova-iorquinos.
Trump e Mamdani representam opostos no espectro político. O democrata chegou a dizer, durante a campanha, que seria o “pior pesadelo de Donald Trump”. Trump, por sua vez, chamou Mamdani de lunático. Mas desde a primeira reunião entre os dois no Salão Oval, na Casa Branca, Trump e Mamdani têm mantido uma relação cordial.
Em encontro na Casa Branca em fevereiro, o prefeito presenteou Trump com uma capa de jornal fictícia com a manchete “Trump para Nova York: vamos construir”; foi uma referência à capa do New York Daily News de 1975, quando Gerald Ford era presidente, com os dizeres “Ford para a cidade: morram” (“drop dead”, em inglês), insinuando que Trump poderia fazer diferente e ajudar a cidade.
Donald Trump nasceu e fez a maior parte de sua carreira em Nova York – apesar de ser um lugar, em geral, democrata, ele frequentemente fala sobre seu carinho pela cidade. E apesar das diferenças políticas, tanto Trump quanto Mamdani sabem usar as redes sociais para energizar suas bases e criar estratégias para construir boas relações com figuras de outras partes do espectro político.
Ainda assim, a escolha do presidente norte-americano de ir até a residência do prefeito de Nova York, especialmente às vésperas das eleições de Congresso nos EUA, em que democratas podem retomar a maioria das duas casas, chamou a atenção da imprensa no país.

