Os ataques de precisão americanos contra pontes, entroncamentos ferroviários e linhas de energia que conectam importantes cidades costeiras do Irã parecem sugerir um padrão mais amplo de Washington, com o objetivo de tomar o controle de Teerã sob o Estreito de Ormuz.
De acordo com o analista iraniano Hamidreza Azizi, a estratégia por trás dos ataques é interromper a logística e a mobilidade das forças militares locais no sul do país. Azizi também sugere que isso pode ser uma preparação para um possível envio de tropas terrestres.
Durante seis dias consecutivos, os EUA lançaram ondas de ataques contra alvos costeiros iranianos — os mais intensos desde o cessar-fogo de abril — atingindo locais de armazenamento e lançamento de mísseis, sistemas de defesa aérea e instalações de vigilância costeira, recursos usados pelo Irã para garantir o controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz.
A intensificação das operações direcionadas à infraestrutura para cortar o fornecimento logístico, ao mesmo tempo que visa instalações de radar da Guarda Revolucionária e instalações navais, sugere que a campanha pode “ir além da simples redução da capacidade do Irã de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz”, afirma Azizi.
“Isso poderia indicar que Washington considera o controle da faixa costeira sul do Irã como a única solução definitiva para o desafio do Estreito de Ormuz”, acrescentou.
Autoridades disseram esta semana que a destruição de alvos como lançadores de mísseis e radares também poderia preparar o terreno para as operações militares americanas de maior escala que Trump vem planejando. Os EUA têm realizado ataques diários contra posições iranianas ao longo do Estreito de Ormuz, incluindo o ataque de quarta-feira (15) à pequena Ilha de Tunb, no Estreito de Ormuz, que serve como base para as Forças Armadas iranianas.

