O Partido dos Trabalhadores vai lançar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição neste domingo (2/8) em São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) repetirá a dobradinha com Lula.
A chapa do PT é a última entre os maiores partidos que ainda não foi oficialmente confirmada, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializarem suas candidaturas à Presidência no último fim de semana, também em São Paulo.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou seu lançamento ao lado do presidente da Argentina, Javier Milei, mas isolado politicamente, sem um vice definido nem aliança partidária.
Por sua vez, Caiado encabeça uma chapa puro-sangue, com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, de vice.
Na segunda-feira (27/7), o Novo homologou em Brasília a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que também ainda não definiu quem vai acompanhá-lo em sua chapa.
O Republicanos fará sua convenção no sábado (1º/7) e não deve lançar um nome à Presidência — a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à reeleição é seu principal projeto para esta eleição.
Mas há uma grande expectativa em torno da decisão do partido sobre se coligar ou não com o PL, depois que a federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, e o MDB decidiram pela neutralidade, liberando seus diretórios estaduais para realizarem seus apoios locais.
Uma aliança com o Republicanos é a última esperança do PL para ter uma sigla do Centrão na sua chapa à Presidência.
Renan Santos, cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), foi o primeiro a oficializar sua candidatura à Presidência pelo Missão, na convenção do partido, criado por integrantes do próprio MBL, em 20 de julho, em formato online e sem transmissão ao vivo. Forma uma chapa pura com o ex-militar Aroldo Medina (Missão).
Samara Martins, do UP, também já teve sua candidatura confirmada e tem a única chapa formada apenas por mulheres até agora, com a sindicalista Raquel Bricio(UP).
Ainda são pré-candidatos o psiquiatra Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Cabo Daciolo (Mobiliza), Heró Bezerra (PRTB) e Edmilson Costa (PCB).
O Democracia Cristã (DC) vive um imbróglio jurídico envolvendo o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo, que se afirma como pré-candidato à revelia da sigla. A advogada Clariana Barão foi lançada como pré-candidata após a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa de concorrer pela sigla, mas ainda caberá uma decisão da Justiça a respeito.
O prazo para a realização das convenções partidárias vai até 5 de agosto, e os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, novos candidatos podem surgir e outros podem desistir de disputar essa eleição.
O primeiro turno das eleições gerais deste ano está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno, previsto para 25 de outubro.

