O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que lhe seja concedido o direito de resposta por declarações do presidente Lula (PT) durante sabatina realizada nesta quinta-feira (27) no Jornal Nacional.
Flávio questiona as seguintes declarações de Lula:
- “Porque, se você não fizer a pergunta completa, eu vou dizer para você: a mim não preocupa a dívida pública. Eu vou lhe dizer por quê: eu herdei este governo, em janeiro de 2023, com déficit fiscal de 2.8%. Você sabe quanto que vai ser o orçamento este ano? Superávit primário de 0.1%. Portanto, se tem alguém neste país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”;
- “Você sabe que quando eu voltei agora este país estava destruído. Destruído. O déficit era 2.8%, o último foi 0.8%, e agora neste orçamento vai ser positivo, nós vamos fazer superávit este ano”;
- “Você sabe quando é que o PIB voltou a crescer acima de 2%, Renata? Quando eu voltei à Presidência da República. Você se esquece que eu deixei este país crescendo 7,5% em 2010? Você se esquece que eu deixei este país crescendo 7,5% e quando eu voltei ele tava crescendo 1%? Ele só cresceu 3%, sabe, em 2023, 2024, 2025”.
Na sequência, os advogados do PL (Partido Liberal) apontam as informações que, segundo eles, são corretas sobre os dados apresentados por Lula:
“O problema é que os números são falsos. Objetivamente falsos. Não se aproximam dos resultados reais, não correspondem a nenhuma métrica fiscal oficial, a nenhum dado público oficial e invertem o sinal do que efetivamente ocorreu: 2022 não fechou com déficit; fechou com superávit; o PIB sob os anos do Governo Bolsonaro não ficou estacionado em 1%, tendo chegado a 4,8% em 2021, índice SUPERIOR ao registrado em qualquer um dos anos do atual governo. Os números utilizados são objetivamente falsos. A mensagem por eles transmitida, portanto, é mentirosa. O eleitor, confiante na objetividade dos números – e sem saber que os números eram inventivos – foi submetido a claríssimo cenário de indução em erro. É exatamente para situações graves e objetivas como essas que se presta a via excepcional do direito de resposta”, dizem.
Na sequência, apresentam dados de fontes públicas como Tribunal de Contas da União, Banco Central, IBGE e Controladoria geral da União para contestar os dados apresentados por Lula.
E concluem:
“O que não é possível é que um candidato à Presidência da República invada a casa de milhões de brasileiros em horário nobre e ataque a gestão econômica do governo anterior mediante o uso de dados mentirosos, promovendo-se e se colocando com o mais apto também a partir de números completamente inverídicos. A indução em erro do eleitorado é inequívoca. O ataque ao grupo opositor é ilegal, porque extraída de números objetivamente falsos. A verdade precisa ser restabelecida, em atenção à higidez do ambiente informacional, em atenção à verdade, e em respeito à integridade da oposição. Mas há mais: porque a utilização de números falsos para dar a falsa aparência de que Lula seria o candidato mais apto para conduzir a econômica também se reproduziu em relação ao crescimento econômico do país”, afirmam.

