Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira (12), o senador e presidente do PP Ciro Nogueira (PI) afirma que não recebeu nenhum valor ilícito nem cometeu nenhuma irregularidade em benefício do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
“Sobre as acusações que estou sendo vítima, eu posso garantir: nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade, que seja, neste caso ou em qualquer outro”, afirmou.
Ciro também rebateu o trecho da investigação da PF (Polícia Federal) que aponta o uso de empresas vinculadas a sua família para práticas ilícitas.
“Meu pai construiu uma empresa com muito sacrifício, e graças a Deus ela tem muito sucesso. Agora inventaram que eu recebi ilegalmente valores por meio dessas empresas, valores que não chegam sequer a 1% do seu faturamento anual, não chega a meio por cento do faturamento em dois anos.”
Segundo ele, as operações que realizou com as empresas de sua família, investigadas pela PF como intermediárias dos pagamentos a Nogueira, são comuns.
“Nós temos uma rede de concessionárias de motocicletas que fatura em torno de quatrocentos milhões de reais por ano. E me acusam de depósito de três milhões de reais nessa empresa. Isso é absolutamente comum em uma empresa dessas, muitas peças e serviços são pagos em dinheiro, tudo com nota fiscal, tudo descrito em contabilidade que uma auditoria pode ser feita por quem quiser”, disse.
O senador, que se diz perseguido por compor a oposição ao governo, relembrou ainda que, em 2018, ano em que concorreu ao seu segundo mandato no Senado Federal, também foi alvo de operação da PF. Na ocasião, a investigação apurava crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa entre empresários da empreiteira Odebrecht e políticos.
“Na época, me acusaram falsamente de coisas muito graves: receber malas de dinheiro de um empresário, atuar no congresso em defesa de uma construtora, receber caixa 2”, diz o senador.
Ainda conforme o parlamentar: “A investigação correu, quebraram sigilos, buscaram provas, e a conclusão do inquérito foi essa: a PGR não viu elementos suficientes para sustentar a acusação e nem indícios mínimos. Também concluíram que não foram comprovadas as alegações”.
Atualmente, a Operação Compliance Zero investiga ligações entre Nogueira e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo relatório da PF, a emenda apresentada pelo senador, com objetivo de ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, teria sido elaborada com participação de integrantes do Banco Master.
Em troca, o senador teria recebido “vantagens indevidas” na forma de “pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie“.

