O dólar fechou acima de R$ 5 nesta quinta-feira (23), no maior valor em quase duas semanas, após sustentar baixas no início do dia e virar para o território positivo em meio a notícias que colocam em dúvida um possível acordo de paz entre EUA e Irã. Na esteira do noticiário, o dólar ganhou força, passando a subir ante a maior parte das demais divisas, incluindo o real, em um movimento de busca por ativos de segurança.
O dólar à vista fechou em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,0046 na venda – desde 10 de abril a moeda norte-americana não encerrava acima de R$ 5,00. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular queda de 8,82% ante o real.
Já o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,78%, aos 191.378,43 pontos, em meio ao ambiente avesso ao risco nos mercados globais, diante da persistência de incertezas sobre como e quando a guerra no Oriente Médio poderá ser resolvida.
Em mais um capítulo da guerra no Oriente Médio, a captura dos dois navios pelo Irã no Estreito de Ormuz aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que estava suspendendo os ataques por tempo indeterminado, sem sinal de retomada das negociações de paz.
Já na manhã desta quinta, Trump disse que ordenou que a Marinha dos EUA dispare contra qualquer barco que colocar minas no Estreito de Ormuz.
Nesta tarde, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo com o Irã só será feito quando for “apropriado e bom” para os EUA. Já o presidente do Irã disse na rede X que o “agressor” se arrependerá. Também durante a tarde, surgiram notícias sobre a ativação de defesas aéreas no Irã, apesar do cessar-fogo.
Nesse contexto, a situação do cessar-fogo de duas semanas, o qual deveria ter expirado no início desta semana, permanece incerta, gerando dúvida e receios entre os investidores globalmente, fazendo o barril do petróleo brent voltar a ser negociado acima de US$ 100.
“O mercado ainda é bastante cauteloso. Nós nos afastamos bastante da nossa máxima de 200.000 pontos pretendidos. Os investidores não querem montar posição de médio e longo prazo”, disse Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do Grupo Axia Investing.

