O ator Gracindo Jr., um dos principais nomes da dramaturgia brasileira nas décadas de 1980 e 1990, morreu na noite de terça-feira (1º), aos 83 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista nas redes sociais. A causa da morte não foi revelada.
“Sua luz e seu talento deixaram uma marca inesquecível em todos nós. Descanse em paz”, diz o comunicado.
O velório está marcado para quinta-feira (3), às 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro. Veja abaixo.
Um amigo e colega de trabalho de Gracindo Jr. compartilhou um relato e fez uma homenagem nas redes sociais. Segundo Leonardo Bricio, ele estava junto com os filhos, Daniela, Gabriel e Pedro, no momento da morte.
“Ontem, um pouco antes das 22h, meu amigo amado Gracindo Jr. deu seu último suspiro e quis Deus que eu estivesse ao lado dos seus filhos de sangue e sua esposa nesse exato momento”, disse.
“Amigo só posso te dizer que você foi e será sempre muito amado. Um dia unimos nossa amizade quando fui ser seu filho em ‘Cidadão Brasileiro’, daí em diante construímos uma irmandade nossa! Foram muitos encontros, caminhadas, almoços, e muito carinho e admiração. Veio daí ‘Rei Davi’ e você foi meu rei Saul”, relembrou os trabalhos juntos.
Quem foi Gracindo Jr.?
Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, ele começou a carreira ainda adolescente. Aos 15 anos, em 1959, fez um teste para a Rádio Nacional, onde trabalhou como ator, redator e disc-jóquei.
Paralelamente ao rádio, iniciou a trajetória no teatro. Em 1961, participou da montagem de “A Escada”, de Oswald de Andrade, ao lado de Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque.
Gracindo Jr. integrou o primeiro elenco da TV Globo e já estava contratado quando a emissora foi inaugurada, em 1965. Naquele mesmo ano, participou de “Rosinha do Sobrado”, uma das primeiras novelas do canal.
Nos anos seguintes, esteve em produções como “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Uma Rosa com Amor”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”.
Em “O Bem-Amado”, de Dias Gomes, ele trabalhou ao lado do pai. Os dois também contracenaram em “Os Ossos do Barão”.
Um dos papéis mais importantes da carreira de Gracindo Jr. foi João Maciel, em “O Casarão”, exibida pela Globo em 1976. A novela de Lauro César Muniz acompanhava cinco gerações de uma família e era ambientada em diferentes períodos históricos.
Em 1984, Gracindo Jr. foi para a TV Manchete e interpretou Dom Pedro I em “A Marquesa de Santos”. Na novela, contracenou com Maitê Proença.
Dois anos depois, os dois voltaram a trabalhar juntos em “Dona Beija”, uma das produções de maior repercussão da emissora.
De volta à Globo, Gracindo Jr. participou de produções como “Tenda dos Milagres”, “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Gente Fina”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Anjo de Mim” e “Esplendor”.
Seu último trabalho de destaque na Globo foi “Como uma Onda”, de 2004. Posteriormente, também participou de produções de outras emissoras, como “Poder Paralelo” e “Plano Alto”, da Record.

