O trânsito de Manaus registrou 147 mortes em acidentes nos primeiros sete meses de 2026, segundo dados do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). O número representa um aumento de 2,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando a capital amazonense contabilizou 144 óbitos.
Frota de veículos cresce e motocicletas ganham espaço
O aumento das mortes ocorre em meio à expansão da frota de veículos da cidade, que já ultrapassou 1 milhão de unidades. Somente no primeiro semestre deste ano, mais de 21 mil veículos foram incorporados à frota de Manaus, mantendo uma média superior a 3,5 mil novos registros por mês.
As motocicletas representam aproximadamente metade desse crescimento e já correspondem a cerca de um terço da frota total da capital. O avanço da categoria também acompanha o aumento no número de trabalhadores que utilizam motos em serviços de transporte por aplicativo e entregas.
Com mais motociclistas nas ruas, especialistas alertam para o aumento da exposição a acidentes, principalmente em vias de grande circulação e nos horários de maior movimento.
Horários de maior ocorrência
De acordo com o levantamento do IMMU, os acidentes se concentram principalmente em três períodos do dia: entre 6h30 e 7h30, próximo ao meio-dia e no fim da tarde, entre o final do expediente e o início da noite.
Os horários coincidem com os principais momentos de deslocamento da população, quando há maior fluxo de veículos nas ruas e avenidas da cidade.
Zonas Norte e Leste concentram mortes
As zonas Norte e Leste de Manaus concentram a maior parte das ocorrências fatais registradas no período. Juntas, as duas regiões representam cerca de 60% das mortes provocadas por acidentes de trânsito na capital.
A concentração dos casos reforça a necessidade de ações direcionadas para os pontos considerados mais críticos, com reforço da fiscalização e de medidas de segurança viária.
Orientação e direitos das vítimas
Além da atuação dos órgãos de trânsito, entidades de apoio às vítimas prestam assistência a pessoas envolvidas em acidentes e a familiares de vítimas fatais.
O Centro de Defesa das Vítimas de Trânsito (CDVT) destaca que alguns veículos têm obrigação legal de manter seguro, entre eles ônibus de transporte coletivo, caminhões, caçambas, ambulâncias e viaturas policiais. Nesses casos, vítimas ou familiares podem ter direito à indenização, independentemente da definição de responsabilidade pelo acidente.
Especialistas defendem o reforço da fiscalização presencial em áreas de maior risco, como complemento ao monitoramento eletrônico. Para motociclistas, as principais recomendações são utilizar capacete adequado e corretamente ajustado, manter a viseira fechada, substituir o equipamento após quedas e respeitar os limites de velocidade.

