Rodoviários paralisaram, por conta própria, parte do sistema de transporte coletivo de Manaus na manhã desta terça-feira (22). Segundo o sindicato da categoria, o movimento teve início por volta das 10h40 e ocorre de forma independente, sem participação da entidade.
A paralisação provocou redução na circulação de ônibus em diferentes regiões da capital. No Terminal 3, na Zona Norte, passageiros relataram demora no embarque e afirmaram que não foram informados previamente sobre a interrupção do serviço.
A passageira Maria do Socorro contou que aguardava havia cerca de duas horas pela linha 415, que utiliza para chegar ao trabalho, na Praça 14.
“Foi muito assim, sigiloso, não avisaram nada, deixou todo mundo assim. Só parado?”, questionou.
No bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul, a estudante Ellen Christine, de 18 anos, relatou que esperava havia aproximadamente uma hora e meia pelo ônibus da linha 519. Segundo ela, o aplicativo de transporte indicava inicialmente que o veículo chegaria em poucos minutos, mas o tempo de espera aumentou.
“O ônibus estava a quatro minutos, a dois minutos e aí aumentou para 51. A gente está uma hora aqui esperando”, afirmou.
A estudante também criticou a falta de informações aos usuários sobre a paralisação.
“A gente está uma hora e meia aqui esperando nesse calor absurdo e que não tem condições porque não foi avisado nem no aplicativo do ônibus”, disse.
Mesmo com a paralisação, algumas linhas continuaram operando, mas com redução na quantidade de veículos em circulação.
Prefeitura afirma que não foi comunicada
Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que acompanha a paralisação e afirmou que não recebeu comunicação prévia do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) sobre o movimento.
Segundo a prefeitura, medidas estão sendo adotadas para tentar manter a prestação do serviço e reduzir os impactos à população. O município também informou que mantém diálogo com representantes das empresas e dos trabalhadores na tentativa de encontrar uma solução para a paralisação.
De acordo com a gestão municipal, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) atribui as dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas aos atrasos nos repasses do Governo do Amazonas referentes ao Passe Livre Estudantil da rede estadual.
A prefeitura ressaltou que mantém o benefício destinado aos estudantes da rede municipal e informou que a participação do Governo do Amazonas no custeio do transporte de alunos da rede estadual é discutida judicialmente.
A administração municipal afirmou ainda que trabalha para solucionar a paralisação ainda nesta terça-feira (22), com o objetivo de evitar novos prejuízos aos usuários do transporte coletivo.

